Fratura do Rádio Distal


O que é?

A fratura do rádio distal representa uma das lesões mais frequentes do membro superior, localizando-se na porção final do osso rádio, próxima à articulação do punho. Ocorre, na maioria das vezes, em consequência de uma queda sobre a mão espalmada, mecanismo comum em diversas faixas etárias. Em crianças e adolescentes, costuma ocorrer associada a atividades esportivas ou quedas acidentais; em adultos jovens, frequentemente durante práticas esportivas ou acidentes de maior impacto; e em idosos, especialmente mulheres com osteoporose, o risco aumenta devido à fragilidade óssea. As fraturas podem apresentar ampla variação, desde traços simples e estáveis até fraturas instáveis, com múltiplos fragmentos e envolvimento da articulação. Com formação especializada em ortopedia, traumatologia e cirurgia da mão, conduzo o diagnóstico e o tratamento dessas fraturas com precisão técnica, sempre considerando as necessidades funcionais e as particularidades de cada paciente.

sintomas e diagnóstico

A dor intensa logo após o trauma é o sintoma mais característico da fratura do rádio distal. Frequentemente acompanhada de inchaço imediato, sensibilidade local e, em casos com desvio ósseo, deformidade visível da região do punho. A limitação para movimentar o punho e os dedos é comum, embora alguns pacientes possam, inicialmente, subestimar a gravidade da lesão. Equimoses (hematomas) podem surgir nas horas seguintes, e, quando há compressão de nervos próximos, o paciente pode relatar dormência ou formigamento na mão e nos dedos. O diagnóstico é realizado por meio da análise clínica do mecanismo de trauma e do exame físico detalhado. A radiografia simples é o exame inicial padrão, permitindo visualizar o traço da fratura e o posicionamento dos fragmentos. Em fraturas articulares ou de padrão complexo, a tomografia computadorizada fornece informações adicionais essenciais para o planejamento terapêutico.

tratamento

A definição do tratamento depende do grau de deslocamento dos fragmentos ósseos, da estabilidade da fratura e das demandas funcionais do paciente.


Tratamento conservador:

Nas fraturas estáveis, com mínimo ou nenhum desvio, a imobilização com tala ou gesso é geralmente suficiente para permitir a consolidação óssea adequada. A duração da imobilização é monitorada cuidadosamente, e exercícios de mobilização progressiva são introduzidos assim que possível, com o objetivo de preservar a amplitude de movimento e evitar rigidez articular.


Tratamento cirúrgico:

Quando há desalinhamento dos fragmentos, fraturas instáveis, envolvimento articular ou risco de má consolidação, indico o tratamento cirúrgico. O procedimento mais utilizado é a fixação interna com placas e parafusos, que permite a estabilização rígida da fratura e facilita o início precoce da reabilitação. Em casos selecionados, especialmente em fraturas expostas, cominutivas ou muito instáveis, técnicas como fixadores externos podem ser empregadas para garantir a adequada manutenção do alinhamento ósseo durante a cicatrização.

Em alguns casos, quando a superfície articular está severamente comprometida, o uso da artroscopia pode ser benéfico para auxiliar a redução anatômica da articulação.

Como é o atendimento?

A avaliação clínica inicial é realizada de forma detalhada, integrando o histórico do trauma, o exame físico minucioso e a interpretação criteriosa dos exames de imagem. A escolha entre tratamento conservador ou cirúrgico leva em conta não apenas o padrão da fratura, mas também a idade, o nível de atividade e as expectativas funcionais do paciente.


Mesmo em alguns casos sem desvio significativo, opto pela cirurgia quando o objetivo é promover uma reabilitação precoce e minimizar o tempo de imobilização prolongada, especialmente em pacientes com alta demanda funcional. As cirurgias são realizadas com técnicas modernas, que associam estabilidade óssea e preservação máxima da função articular. Meu compromisso é garantir a cada paciente um tratamento seguro, tecnicamente preciso e orientado para a recuperação funcional plena.

Dr. Thiago Nascimento

Cirurgia da Mão


Olá, sou Thiago Nascimento, ortopedista e traumatologista, formado pela Universidade Iguaçu. Minha especialização em cirurgia da mão foi realizada no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, e desde então, tenho me dedicado a oferecer o melhor cuidado aos meus pacientes. Com um título de especialista em ortopedia e traumatologia pela SBOT e cirurgia da mão pela SBCM, busco sempre unir conhecimento técnico e experiência clínica em cada atendimento.


Atualmente, atuo na AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente, um centro de referência nacional, onde atendo pacientes de todas as idades com deformidades congênitas e contraturas do membro superior. Minha experiência inclui o tratamento de malformações em mãos, punhos, cotovelos e ombros, além de sequelas de paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico. Cada caso é único, e meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado e personalizado, respeitando as necessidades de cada um.


Para garantir que meus pacientes recebam as melhores abordagens, participo continuamente de congressos e reuniões científicas, além de estudar a literatura médica mais recente. Isso me permite disponibilizar tratamentos de ponta, que visam um retorno rápido e seguro às atividades diárias, sejam elas profissionais, esportivas ou de lazer.


Estou aqui para ajudar você a recuperar sua qualidade de vida e bem-estar. Se você busca um profissional comprometido e experiente, estou à disposição para cuidar da sua saúde com atenção e dedicação.

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